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2012 / Tema 02

Uso do sulfato de magnésio no tratamento da pré-eclampsia e da eclampsia. ( Magnesium sulfate for the treatment of pre-eclampsia and eclampsia )

O único tratamento definitivo para a PE e eclampsia é o parto, todavia a prevenção e o controle das convulsões são importantes redutores de complicações maternas, inclusive morte, enquanto se aguarda a realização do parto ou durante o transporte da paciente para o local do procedimento.

  1. Até prova contrária, toda crise convulsiva em gestante com mais de 20 semanas ou em puérpera deve ser considerada como eclampsia e tratada como tal. (D)
     
  2. O MgSO4  é a droga de escolha para o tratamento da eclampsia por reduzir de forma significante a morbidade e a mortalidade materna e perinatal em relação a outras al- ternativas medicamentosas. (A)
     
  3. O MgSO4 deve ser usado no tratamento da eclampsia durante a gestação, no momen- to do parto ou no puerpério. O medicamento deve ser administrado na vigência da crise convulsiva e após a convulsão, se ocorrida em até 72 horas. (A)
     
  4. Tanto o esquema intramuscular (Pritchard) como o endovenoso (Zuspan) podem  ser usados no tratamento da PE e eclampsia. Não existe evidência de superioridade em termos de eficácia clínica e segurança entre esses esquemas (A)
     
  5. O MgSO4 deve ser usado em pacientes com PE grave, nos esquemas intramuscular ou endovenoso, em vista da redução consistente dos riscos de convulsão e de morbidade materna e perinatal. (A).
     
  6. Os critérios de gravidade de PE são amplos, incluindo aspectos clínicos e laboratoriais. Os seguintes critérios são indicações para o uso de MgSO4 (D): sinais de iminência de eclampsia, como escotomas ou cefaleia ou epigastralgia  ou hiperreflexia; PAS = 160 mm Hg  e/ ou PAD = 110 mm Hg.; síndrome HELLP (hemólise, elevação de enzimas hepáticas, plaquetopenia); impossibilidade de impedimento da ocorrência de eclampsia.
  7. Toda  usuária de MgSO4 deverá ser cuidadosamente monitorada de forma clínica, no ambiente em que estiver sendo atendida, não devendo o uso da  droga restringir-se à disponibilidade de leitos de UTI adulto ou neonatal. (A)
     
  8. O monitoramento da paciente com PE grave ou eclampsia deve ser constante e cen- trado em parâmetros clínicos (controle de reflexos patelares, frequência respiratória e diurese). Não existem evidências de benefícios da monitorização laboratorial do MgSO4, independente do esquema adotado (EV ou IM). (A)