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Ministério da Saúde e instituições da saúde pactuam Aliança para Parto Seguro e Respeitoso

Notícias SOGESP

São Paulo, 28 de agosto de 2021

O Ministério da Saúde comprometeu-se formalmente hoje, 28 de setembro, com as propostas da Aliança pelo Parto Seguro e Respeitoso. Durante cerimônia em Brasília, que teve a participação da SOGESP, representada pela presidente Rossana Pulcineli, o secretário de Atenção Básica do MS, Rafael Parente, assinou o termo de adesão.

A criação da Aliança vai ao encontro de indicativo da Organização Mundial da Saúde (OMS), que elegeu o tema “Cuidado materno e neonatal seguro” para slogan do 17 de setembro - Dia Mundial da Segurança do Paciente 2021.

A Aliança já conta com 52 instituições signatárias e visa a reduzir a mortalidade materna e neonatal. Busca engajar também os poderes Executivo e Legislativo, inclusive em nível de estados e municípios, para um esforço em todo o território nacional para melhorar os índices Brasil.

Aliás, conforme as metas do milênio da OMS, o Brasil deve cair a 30 óbitos maternos por 100 mil nascidos vivos até 2030. No entanto, em anos recentes, caminhamos em sentido inverso, como adverte a presidente da SOGESP, Rossana Pulcineli.
“É da maior importância ter essa questão como prioridade, ainda mais em um momento em que há um aumento dos óbitos maternos no país. Portanto, é essencial e urgente um olhar mais cuidadoso e responsável em termos de saúde pública para as mulheres e seus filhos”.

A Aliança Nacional para o Parto Seguro e Respeito é uma iniciativa da Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente, que desde a primeira hora foi abraçada pela SOGESP. Victor Grabois, o presidente da Sobrasp, pontua que hoje, em escala mundial, a maior parte dos entraves está nos chamados países em desenvolvimento e de baixa renda.

De acordo com dados da OMS, 830 mulheres morrem globalmente, todos os dias, por causas evitáveis relacionadas à gravidez e ao parto e, anualmente, 2,5 milhões de bebês vão a óbito logo após o nascimento.
Parcela significativa dessas perdas é evitável. São mortes por eclâmpsia, por pressão elevada, por infecção, por hemorragia pós-parto, todas preveníveis. Elas correspondem a mais de 70% dos falecimentos maternos.

A Aliança pelo Parto Seguro e Respeitoso segue dez diretrizes, definidas pelas entidades que a integram: Equidade, Respeito, Redes de Atenção, Parto Adequado, Prevenção à Mortalidade Materna, Prevenção da Prematuridade, Letramento, Empoderamento e Engajamento, e Participação da Família.


Assista a Cerimônia abaixo: