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Médicos debatem prós e contras do método e realizam capacitação extraordinária para qualificar a assistência.

Atualização Médica

São Paulo, 30 de novembro de 2020

Médicos debatem prós e contras do método e realizam capacitação extraordinária para qualificar a assistência. Iniciativa é da SOGESP Centro-Oeste

Um tema caro e relevante às mulheres merecerá debate entre ginecologistas e obstetras da Regional Centro-Oeste da SOGESP (Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo, em live, amanhã, 1 de dezembro, às 20h. Trata-se do congelamento de óvulos, método que cresce em importância com o ritmo cada vez mais intenso da rotina delas, além das mudanças de estilo de vida.

Compromissos profissionais e pessoais, gestão domiciliar, convivência em família, cuidados com o corpo e a saúde, entre outras atividades, tornam o dia a dia da mulher uma maratona. Por vezes, priorizar, se faz necessário. Nessas, a maternidade vira plano B, vai ficando para mais tarde.

A questão é que com o passar do tempo, aumentam os riscos de insucesso no engravidar. Dados da Comissão Nacional Especializada em Reprodução Humana da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) atestam que um terço das mulheres que deixa para ter filho após os 35 anos desenvolve infertilidade ou dificuldade de resposta à gestação.

Especialistas dizem que, em regra, a melhor idade para tentar ser mãe é entre 25 e 35 anos. De qualquer forma, a mulher é soberana. Se quiser postergar a gravidez, ok. Há a possibilidade de reprodução assistida, de congelamento de óvulos.

Sob coordenação do presidente da SOGESP Centro-Oeste, José Roberto Salina, a live será abrangente do ponto de vista prático-científico, com apresentação de caso clínico e exposição das distintas técnicas, com seus prós e contras. Ocorrerá ainda análise dos aspectos éticos, igualmente fundamentais à qualificação da assistência à mulher.

“O congelamento de óvulos é, vamos dizer assim, uma garantia à mulher. Com o decorrer dos anos, as células e o sistema reprodutor também envelhecem. Lembremos que a produção de óvulos é limitada”, argumenta José Roberto. “Portanto, é mais indicada a quem pretende retardar a gravidez, por razões pessoais ou profissionais ou ainda de saúde – que impõe adiar a gravidez, como em situação de tratamento quimioterápico. Os especialistas têm de conhecer tudo sobre o assunto, inclusive sobre à luz da Ética”.