Traduzir para:

Notícias | SOGESP

Os marcadores da infertilidade conjugal e os limites biológicos

No primeiro dia do XXII Congresso Paulista de Obstetrícia e Ginecologia, um dos cursos pré-congresso mais disputados apresentou o tema “Infertilidade Conjugal e Reprodução Assistida”.  Sob a coordenação dos médicos Newton Eduardo Busso e Leopoldo de Oliveira Tso, os palestrantes trouxeram novidades sobre a identificação da infertilidade, indicações de exames como a histerossalpingografia, pesquisas sobre o fator ovariano e as técnicas para realizar a Fertilização In-Vitro (FIV).

Com o aumento da longevidade humana e adiamento da decisão da gravidez, principalmente em decorrência da maciça entrada da mulher no mercado de trabalho, surgem novas discussões sobre como driblar o relógio biológico feminino e chegar ao melhor resultado possível: um nascido vivo a termo com peso adequado.

Apesar dos avanços técnicos e científicos apresentados, tais como aperfeiçoamento do uso de hormônios, inseminações intra-uterinas e criopreservação dos embriões, o grande desafio na área da medicina reprodutiva continua sendo o limite imposto pela idade da mulher.  Durante sua explanação sobre Avaliação Crítica dos resultados da Fertilização In-Vitro, o doutor Leopoldo de Oliveira Tso afirmou: “o envelhecimento celular vai impactar negativamente nas chances do sucesso da fertilização”.

Os especialistas destacaram que a reprodução assistida deve considerar as idiossincrasias físicas e genéticas de cada casal, incluindo as uniões homoafetivas, custos envolvidos nos tratamentos e até mesmo os riscos da Síndrome de Hiperestímulo Ovariano, podendo comprometer a saúde feminina.