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Notícias | SOGESP

Ginecologista é apontado como Médico Conselheiro da Saúde Integral da Mulher Brasileira

Pesquisa realizada pela SOGESP -  Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo e apresentada durante o XXII Congresso Paulista de Obstetrícia e Ginecologia, revela que 88% das brasileiras confiariam no médico (a) ginecologista para pedir orientação sobre outras doenças não relacionadas à saúde ginecológica
 
Independente, decidida, livre de preconceitos, bem informada e priorizando a própria saúde e a qualidade de vida. Este foi o perfil predominante das mulheres entrevistadas em pesquisa nacional realizada via internet, no primeiro semestre de 2017.  A SOGESP perguntou a 517 mulheres com idade superior a 18 anos sobre a sua saúde sexual e investigou a respeito dos hábitos de prevenção e qualidade de vida ginecológica.
 
Entre as entrevistadas, 75 % afirmaram que têm um médico de confiança para acompanhar a sua saúde ginecológica, e que este se torna também uma espécie de conselheiro, proporcionando maior liberdade na hora de eliminar dúvidas. Além das questões ginecológicas, o profissional visitado regularmente pelas mulheres (84%) é o especialista com quem ela se sente segura em compartilhar dúvidas e pedir orientação sobre outras patologias (88%).
 
Cerca de 66% delas afirmaram se sentir totalmente à vontade para falar abertamente sobre assuntos que muitas vezes ultrapassam as questões do especialista, porém importantes para o bem-estar e qualidade de vida integral destas pacientes. Outra parcela de mulheres mais reservadas (21,1%) admitiu que o diálogo com o ginecologista sobre outros problemas não relacionados à ginecologia é uma possibilidade.
 
A grande maioria destas mulheres, 90%, afirma ter sido corretamente orientada na realização dos exames preventivos de rotina durante as consultas com especialista, o que demonstra a conduta correta com relação aos procedimentos preconizados mundialmente.
 
Neste ponto é importante frisar que estas consultas ocorreram tanto no sistema público de saúde quanto no privado, seja ele convênio ou consulta particular. Porém, como o público abordado nesta enquete foram mulheres com maior poder aquisitivo, 68% realizam suas consultas mediante plano de saúde, 23% procuram seu médico particular e apenas 9% fizeram uso do sistema público de saúde.
 
Enquanto 82,4 % das mulheres mantém em dia suas consultas ginecológicas, realizando exames médicos preventivos, uma pequena parcela de 17,6% declarou não ter consultado um especialista há mais de um ano, número expressivo e preocupante quando falamos de prevenção de doenças. No Brasil, estima-se que anualmente, mais de 15 mil mulheres sejam diagnosticadas com câncer de colo do útero. É o terceiro tipo de câncer mais frequente na população feminina, atrás apenas do câncer de mama.
 
No entanto, apesar de maior acesso às informações e aos tratamentos nos dias atuais, a pesquisa apontou que cerca de 34% das brasileiras continuam com questões ginecológicas não resolvidas. Os motivos passam pela falta de um médico de confiança, inibição para expor seus problemas particulares ou simplesmente porque não cumpriram a rotina de exames preventivos, o que dificulta fechar um diagnóstico.
 
Para o presidente da SOGESP, Dr. Paulo César Giraldo, “a promoção da saúde da mulher brasileira é o principal objetivo e desafio da nossa Sociedade. É muito importante que todas as mulheres tenham a consciência da importância da visita regular ao ginecologista na prevenção de problemas graves que ainda matam milhares de mulheres em todo o país, como o câncer de mama e de colo de útero. Nos últimos dois anos, temos desenvolvido uma série de iniciativas dentro de um programa chamado ‘Saúde da Mulher’, para levar informação e orientação médica de forma eficiente e gratuita às mulheres brasileiras”.
 
Em outra questão abordou-se a preferência entre ginecologistas do sexo masculino ou feminino. Quase metade das mulheres, 47%, afirmou preferir uma médica, 14% preferem ser atendidas por homens, enquanto 39% se dizem indiferentes quanto ao gênero do profissional.  A tradução destes números, revela o empoderamento da mulher e paciente na livre escolha do gênero do profissional que a deixa mais segura.
 
As respostas obtidas estão de acordo com as recentes mudanças de hábitos visando a prevenção, mas também se devem à longevidade da população mundial, e ao natural aumento do número de visitas ao médico ginecologista ao longo da vida. A tendência é buscar orientação desde a primeira menstruação, muito além do pré-natal e pós-parto. Entre as entrevistadas, 84% afirmaram ter procurado orientação médica antes dos 19 anos, demonstrando a busca pelo ginecologista para prevenção e educação e não apenas no momento da doença ou gravidez.
 
Inclusive, se o atendimento fosse restrito ao período de gravidez, a especialidade obstétrica seria pouco acionada, pois 45% das entrevistadas não têm ou ainda não tiveram filhos. A queda da taxa de natalidade brasileira é um fato, especialmente entre as brasileiras com maior escolaridade, como no caso do perfil das participantes desta amostra, em que 85% apresentaram curso superior, e 13% concluíram o ensino médio.

As respostas destas 517 mulheres de 4 regiões do Brasil deixaram clara a importância vital da formação de médicos ginecologistas com postura humanizada para olhar e ouvir atentamente suas pacientes. Por mais independentes ou bem informadas que seja, a mulher moderna busca um ginecologista para chamar de seu, que a trate como indivíduo em suas necessidades, livre de barreiras e preconceitos.